domingo, 27 de maio de 2012

Na Medida


A medida certa para a vida. Tendemos a viver no extremo de tudo. Seja quanto à alimentação, prática esportiva, crenças, estudos, trabalho e por aí vai. A busca pela perfeição que é colocada em nossa cabeça desde a infância nos leva a viver de modo tão extremo tudo o que fazemos que nos perdemos e deixamos de fazer o que realmente importa: viver.
Minha mãe vivia dizendo que café faz mal (e pra me fazer parar de beber tanto café dizia que café nos deixava “burros”). Em contrapartida, fazia-me beber litros de suco de laranja dizendo que era importante por ter Vitamina C. Mas o fato é que a cafeína, na dose certa, é benéfica. Por exemplo, ela aumenta nossa capacidade sináptica ajudando a melhorar nossa capacidade compreensão e rendimento nas tarefas (diferente do que a minha mãe dizia, ajuda-nos a ficar inteligentes). Já a vitamina C em excesso atinge diretamente nosso sistema cardiovascular, aumentando o risco de infarto e derrame.
Há mais... Exercício físico na medida certa evita uma série de doenças, mas seu excesso provoca desgaste corporal, estresse e desequilíbrio hormonal. Nossas crenças nos dão uma orientação na vida, ajuda-nos a criar uma identidade própria. Mas o excesso nos leva ao isolamento social, à depressão e à perda de identidade. Isso sem falar nos atentados diversos feitos por pessoas fundamentalistas. Estudar, trabalhar é importantíssimo. Constrói-nos como seres humanos e faz-nos sentir úteis, elevando nossa autoestima. Porém, viver só para isso retira totalmente nossas energias e gosto real pela vida, gerando problemas como depressão, estresse e insociabilidade. Colaborando, assim, para o fracasso.
Portanto, precisamos sempre buscar o meio. A perfeição de tudo se faz com a dose certa da diversos componentes. A água não é só oxigênio ou hidrogênio, mas sim um pouco de cada. O nosso corpo e todo universo funciona à base de uma equação composta de vários termos e variáveis, o que nos leva a repensar sempre as nossas medidas. Pois nossa dificuldade parece estar em entender que a perfeição está na aparente imperfeição.

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