sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Well... wel... well...

Mais uma vez estou eu aqui, acordado de madrugada a andar pela casa e finalmente rendido, começo a escrever para simplesmente tentar esvaziar a minha cabeça. Não sofro de insônia, ao contrário, uma das coisas que eu mais gosto é justamente dormir; mas o fato é que a madrugada, para mim, é o melhor período do dia. Não há nada melhor do que experimentar a quietude do universo, o silêncio das ruas e ter as estrelas por companhia. Poder olhar as luzes das cidades, observar o movimento dos poucos que andam esse horário por aí, ouvir rádio no volume mínimo, mas que ainda assim parece ensurdecedor agora. Além disso, são meus pensamentos que me roubam o sono. É de madrugada que todos eles afloram. Vêm de todos os lados, sobre todos os aspectos e simplesmente me causam uma inquietude que eu seria capaz de virar a noite apenas pensando sobre o mundo.  Sobre o meu mundo, o mundo dos outros e o mundo no qual estou inserido e não posso fugir dele.
Se bem que nos últimos dias tenho tido muitos motivos para estar inquieto. Minha mente tem girado em busca de resposta para o que a todos é óbvio, mas que para mim simplesmente não é. O que é totalmente compreensível, uma vez que eu não sou todo mundo. Uma vez que me enxergo completamente diferente de todo mundo. O fato é que ‘escolha’ é a palavra de ordem neste momento. O que escolhi há 10 segundos não é mais o que eu quero agora. Ou é, não sei. Simplesmente não sei. Alguns dizem que isso é confusão, mas oras, eu não sou o mesmo de 10 segundos atrás, o mundo não é o mesmo. Então porque raios eu não posso simplesmente mudar de opinião? Afinal, não é fácil fazer escolhas que mudarão completamente o seu futuro. A arriscar, transformar, encarar medos... Na teoria é tudo muito fácil e bonito, mas na prática, meu caro, só nós mesmos sabemos o que é.
Daí, fico eu aqui. Deitado com meu notebook sobre o colo a escrever. Sem saber o destino do texto, sem saber se o publicarei ou não. Esperando que como num passe de mágica surja a ideia avassaladora, que será a solução de tudo; mas ela não vem. Caracas, como é complicado. Escrevo, apago, leio, paro, penso, releio, faço uma pausa, desligo o rádio, ouço o silêncio, escrevo novamente, mas ainda não é isso o que eu quero escrever. É justamente assim a vida. É justamente assim que tem sido esses meus vinte e poucos anos. As pessoas têm a cara de pau de dizer que essa é a primavera da vida. Que são os melhores anos da vida de qualquer ser que passa sobre essa Terra. Como se nesta fase tudo o que fazemos é beber, dançar, ganhar dinheiro e sexo. Olha, se a regra é essa, parem o jogo porque alguém está me roubando!
Tudo para mim tem sido tão incerto. Agora é hora de ver no que vai dar o futuro. Não há como fantasiar como foi na infância, tão pouco especular como na adolescência. É hora de apostar com segurança. Ok! ainda posso cometer alguns erros, mas não posso vacilar e me demorar para fazer minhas apostas. É aquela máxima de fim de ano: o futuro já começou. E é isso que atormenta. Meu, toda a minha experiência vem da minha adolescência e infância. Como usá-la? Chamando meus amigos para formar um Megazord? Pedindo ajuda a minha tia-avó feiticeira ou ao mestre Splinter? Não, isso não dá!
Agora é hora em que eu simplesmente tenho que ponderar sonhos e realidade e tentar chegar a conclusões que simplesmente me causam medo de errar completamente, pois eu posso me arrepender para o resto da minha vida. Até porque, é agora, na “primavera da vida”, que as nossas escolhas são efetuadas em períodos mais longos e cujos resultados surtirão quando, talvez, já não haja mais tanto tempo hábil para se contornar ou retomá-los desde o começo.
Como escolher então? O que fazer, então? Será que é realmente complicado ou sou eu quem está complicando? Não sei. Mais uma coisa que eu simplesmente não sei.